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O brincar heurístico (brincar livre) e a educação bilíngue

Desenvolvimento e Educação

Como aplicar o brincar heurístico (brincar livre) na educação bilíngue?

Recentemente eu fui em um curso sobre brincar heurístico e fiquei tentando imaginar como a educação bilíngue poderia ser inserida nesse contexto. No post de hoje, falarei com um pouco sobre o brincar heurístico e quais formas práticas ele pode ser usado em conjunto com a educação de um segundo ou terceiro idioma. 

O que é esse tão falado “brincar heurístico”? 

A palavra Heurístico vem de “Eureka”. Quer dizer aquele sentimento de descoberta e que se fosse um desenho animado, estaria representado com uma lâmpada em cima das nossas cabeças. Então o brincar heurístico, é a oportunidade de uma criança ter os seus próprios momentos “Eureka!”. A criança faz suas próprias descobertas, ao invés de ter um adulto falando o que ela deveria fazer e como.

O papel do adulto no brincar heurístico é de montar um ambiente propício para que essas descobertas aconteçam.  Interfira o mínimo possível, dando sua presença apenas quando requisitada ou necessária por questões de segurança.  No ensino de idiomas, é importante que a criança ouça o educador falando para que eventualmente ela venha a falar também.

A escolha dos objetos para esse brincar heurístico é muito importante.

Como podemos juntar o brincar heurístico, que tem pouca fala e intervenção do adulto e o ensino de idiomas, que precisa de muita fala e modelagem do adulto? 

A combinação dessas duas práticas requer muita atenção do educador para que nenhuma das duas seja prejudicada. Então o ideal seria deixar as crianças fazerem suas livres explorações e descobertas e ir anotando tudo o que chamou a atenção da criança, seja objeto ou ação. Ao final da vivência, o educador vai pegando os objetos que mais interessaram a criança e verbalizando o nome, as ações que foram feitas com ele e outras palavras que poderiam dar suporte em uma outra vivência. 

A escolha dos objetos para esse brincar heurístico é também de extrema importância. O material deve ser não estruturado. Escolha os objetos que não sejam brinquedos prontos e que a criança possa criar inúmeras possibilidades com a sua imaginação. Alguns exemplos desses materiais são: caixas, cestos, latas, colheres, tubos de papel, bobinas diversas, chaves, correntes, utensílios de cozinha, pinhas, galhos e etc. 

Com certeza a sua criança já deve ter se divertido muito “bagunçando” os potes da cozinha ou a gaveta de lençóis e toalhas. Isso é um exemplo de brincar heurístico que os adultos nem precisam montar a proposta. As crianças são curiosas e exploradoras por natureza. Assim, devemos deixar que elas conheçam o mundo através das suas próprias perguntas e seus momentos “Eureka!” e precisamos respeitar o “silent period” de cada criança. Não force a produção do novo idioma para satisfazer uma ansiedade do adulto. 

 

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gabriela tadano- joy bilingue

Gabriela Tadano é psicóloga de formação na (UFPR) e educadora por vocação. Mãe dos gêmeos Laura e Guilherme e do caçula Eduardo. Coordenadora bilíngue da Joy – Infância Bilíngue.

Contato: gabriela@joybilingue.com.br • +55 (31) 98492-5827
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