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Coisa de menina, coisa de menino

Crônica, Desenvolvimento e Educação, Maternidade, Paternidade

Existe “coisa de menina” e “coisa de menino”? Qual o impacto que esses estereótipos causam nas crianças?

Olá, Papai, Mamãe e você que tem uma criança por perto, tudo bem?

Hoje trouxe uma reflexão para conversarmos: Existe “coisa de menina” e “coisa de menino”? Qual o impacto que esses estereótipos causam nas crianças?

Você provavelmente já deve ter ouvido as seguintes frases: “meninos não tem frescura”, “meninas são mais delicadas”, “eles são mais corajosos”, “elas são mais choronas” e por aí vai. Ou então: “meninos brincam de carrinho e super-heróis”, “meninas brincam de casinha e boneca”.

Vamos entender como isso funciona na cabeça dos pequenos.

A criança já nasce cheia de significados e expectativas, é um serzinho falado, desde a gestação – ou até mesmo antes dela. Os pais escolhem o nome (muitas vezes pelo significado), imaginam o que esse bebê vai gostar de fazer, que profissão vai seguir, com quem vai parecer, em qual escola vai estudar, quais atividades vai praticar, para qual time vai torcer… de certa forma, tudo isso vai “moldando” a criança. Acontece a mesma coisa com as nomenclaturas que eu falei acima.

Muitas vezes, temos a ideia de que os meninos são mais hábeis motoramente, e isso é verdade, porém, não é por uma questão genética, mas sim ambiental. Desde pequenos eles são incentivados a ter experiências mais amplas, podem subir em árvores, escalar brinquedos, fazer esportes radicais. Enquanto as meninas são incentivadas a brincar de maneira mais calma, brincadeiras que não exigem muita “traquinagem”. E, com isso, vamos colocando meninos e meninas em caixinhas, determinando a eles o que podem ou não fazer.

Minha afilhada, por exemplo, adora jogar futebol e andar de skate – e modéstia à parte ela é muito boa nessas duas modalidades 😁 – na escola ela tem outras coleguinhas que gostam de futebol também e elas participam de alguns campeonatos. Porém, quando vamos a algum parque e tem um grupo de meninos jogando bola e ela quer jogar também, muitas vezes, os meninos não deixam, porque dizem que isso é “brincadeira de menino”. Ela não entende o porquê disso, já que na escola ela joga bola, inclusive com outros meninos também. Quando essas questões aparecem, eu sempre digo a ela que o fato de ser menina não a impede de fazer nada que os meninos também fazem.

Atenção papai e mamãe!

O gênero da criança não define quais brincadeiras ou esportes os pequenos podem ou não fazer; muito menos o que eles serão no futuro.

Continuando neste exemplo, minha afilhada tem um irmãozinho, e no último aniversário dele perguntei à mãe o que ele gostaria de ganhar. Ela me disse que eles foram a uma loja de brinquedos e ele ficou encantado com uma pia, que sai água de verdade. Então esse foi o meu presente. E realmente ele amou! Porém, alguns familiares não gostaram, outros acharam estranho… Foi então que eu perguntei: “Mas, homens não lavam louça?”, “Não arrumam a casa? Trocam fralda, cuidam dos filhos…?”. Por que um menino não pode brincar de casinha?

Cada dia mais, os papéis de homens e mulheres estão mudando. Há famílias em que a mulher trabalha fora e o homem trabalha cuidando da casa e das crianças (porque sim, isso também é um trabalho, e não é dos mais fáceis). Vocês estão educando crianças para o mundo, e no futuro não sabemos como esses papéis estarão, o que eles vão ser quando crescerem, com o que vão trabalhar, como serão suas vidas. Por isso, é importante que eles estejam preparados para as mais diversas situações, e isso vai acontecer através de vocês.

Então hoje quero lhe fazer um convite:

Vamos mudar a frase “Coisa de menina e coisa de menino” para “Coisa de criança?” Porque sim, a diferenciação é essa: há coisas de crianças e coisas de adultos. Não limite o que o seu pequeno ou sua pequena pode fazer por causa do seu gênero.

Ah, e me conta! Como é aí na sua casa? Qual é a brincadeira ou brinquedo favorito do seu pequeno? Como vocês trabalham essa questão de gênero?

Deixe nos comentários sugestões de outros temas para conversarmos aqui!

Um abraço e até mês que vem!

 

 

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