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Desenvolvimento emocional: Entre idas e vindas, como desenvolver a inteligência emocional?

Desenvolvimento e Educação

O desenvolvimento emocional da criança pode ter quedas e regressões. Como podemos auxiliá-los a desenvolver uma inteligência emocional consistente?

Olá Papai e Mamãe, tudo bem?

Hoje vamos conversar sobre um assunto muito importante e que pode causar alguns estranhamentos. Você sabia que o seu pequeno pode ter uma queda ou regressão no desenvolvimento? Mas, calma! Muitas vezes isso é completamente normal e faz parte do crescimento dele; claro que há algumas exceções, quando isso acontece por causa de alguma mudança na rotina da criança, ou trauma, mas explicarei sobre isso melhor nas próximas linhas.

Em cada fase do desenvolvimento da criança, existem áreas características de dificuldades que geram comportamentos regressivos, desorganizados ou de aparente piora; além disso em muitos momentos da vida de cada criança ocorrem situações mais difíceis de serem enfrentadas, tais como entrada na escola, nascimento de um irmão, troca de babá, morte de uma pessoa querida, que geralmente provocam comportamentos pelo menos temporariamente regressivos. É como se a criança se refugiasse em períodos anteriores em que se sentia mais segura e confortável.

Quando surge o Comportamento Regressivo?

Geralmente, o comportamento regressivo aparece nos momentos de vida em que a criança enfrenta mudanças importantes. A situação que ilustra isso mais claramente é a vinda de um irmãozinho. Desde o período de gravidez da mãe, a criança pode apresentar manifestações regressivas, frequentemente exigindo a presença e companhia da mãe ou tendo dificuldades de sono e de alimentação. Quando o bebê nasce é comum solicitar mamadeira e chupeta outra vez, mesmo que já não esteja mais habituada a isso, solicita à mãe para que faça coisas por ela como se voltar a ser neném fosse a melhor garantia para reconquistar a atenção integral da mãe. Isto ocorre, evidentemente, em intensidades variadas na criança porque o nascimento de um irmão ativa sentimentos não só de amor, mas de raiva e de ciúmes, como se estivesse diante de um rival a competir com a dedicação dos pais. Estes sentimentos são, até certo ponto, inevitáveis e fazem parte da vivência da criança, qualquer que seja sua idade.

Outra situação importante que muitas vezes acarreta condutas regressivas é a entrada na escola. Frequentemente, mesmo quando a criança já está bem acostumada a separar-se da mãe por algum período de tempo, fica ansiosa por ter que deixá-la para permanecer na escola. A criança pode sentir-se insegura, com medo de que ninguém vá buscá-la ou de enfrentar situações de briga e competição com os coleguinhas. Não existe nenhum manejo padronizado que seja ideal para lidar com essa situação, pois as crianças manifestam necessidades diferentes.

Vê-se, portanto, que as manifestações de comportamento regressivo fazem parte do desenvolvimento normal da criança. Naturalmente, existem diferenças entre a regressão normal e a regressão patológica. Essencialmente, a regressão normal caracteriza-se por ser transitória: após um certo período de tempo – variável de acordo com cada criança ou com a situação que enfrenta – predomina novamente a tendência ao crescimento, ou seja, a força da progressão. Por exemplo, as condutas regressivas que surgem na época do nascimento de um irmãozinho vão pouco a pouco desaparecendo, dando novamente lugar à alegria de crescer e ser capaz de fazer muitas coisas que um bebê não consegue fazer.

Por outro lado, a regressão patológica caracteriza-se, fundamentalmente, por ser bem mais duradoura, “prendendo” o desenvolvimento da criança em uma ou várias áreas, ocasionando desarmonia entre os diversos aspectos do desenvolvimento. É como se a criança fosse crescendo em algumas áreas e permanecesse pequenininha ou excessivamente dependente em outras.

Vários motivos podem fazer com que o desenvolvimento emocional da criança fique “preso”, bloqueando o pleno funcionamento da força que impulsiona para o crescimento e a autonomia; a própria criança pode, por exemplo, sem se dar conta, sentir medo de crescer, como se isto acarretasse muitas desvantagens.

Vale ressaltar ainda que, quando se fala neste movimento de idas e vindas do processo de desenvolvimento, é importante ressaltar o respeito ao ritmo individual de cada criança. Isto implica em estar em sintonia com o seu filho, para sentir suas necessidades e seu modo particular de progredir.

E aí na sua casa? Como está sendo o processo de desenvolvimento do seu pequeno? Já passou por alguma das situações citadas no texto? Como foi sua experiência?

Me conta aqui nos comentários, vou adorar saber!

Um abraço, e até a próxima!

 

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Amanda Ferraz-Portal Sem Choro

Amanda Ferraz, psicóloga infantil, graduada pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros – MG, especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Iseib de Belo Horizonte, Tutora EaD, Membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e Psicóloga da Rede Psicoterapias. Em BH atua na clínica com atendimento para crianças, adolescentes, além de orientar e ministra palestras e cursos para pais.

Contato: amandafoliveira1@gmail.com • +55 (31) 97553-1837

 

 

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