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Como lidar com as birras na infância?

Desenvolvimento e Educação

Como começam as birras na infância? Especialista explica que não há motivos para preocupações nessa fase.

Ao redor do terceiro ano de vida de uma criança é muito comum os pais se surpreenderem com aquela fase em que os filhos não conseguem aceitar um “não” como resposta. Muitas vezes, eles reagem com choro e reações violentas. A famosa “birra” pode ser motivo de muita dor de cabeça. Mas, segundo especialistas na área da Antroposofia, esse é o momento em que começamos a nos individualizar e a birra é apenas um sintoma deste primeiro impulso de individualização.

Segundo Danielli Ferraz, médica com formação ampliada em Antroposofia, especialista em cardiologia e medicina escolar, todos nós possuímos um corpo, uma alma, sede de nossas emoções e uma individualidade (Espirito) chamado “Eu”.

“Geralmente, ao completar os primeiros três anos, a criança começa a lidar com sua própria individualidade, é uma primeira aproximação de seu Eu, quando a criança começa a perceber que é um indivíduo, que o mundo e ela não estão unidos , portanto, este é um momento indispensável para o desenvolvimento”.

Por isso, a criança começa a contrapor-se ao mundo, como um modo de experimentar seu próprio Eu e vem a birra. Ela orienta que os pais devem ficar atentos e entender que durante essas crises o filho está agindo de maneira normal para a idade.

“Castigar de maneira violenta ou maldosa durante esse processo nunca é a melhor opção. Mas, quando a birra passa dos limites, conter a criança por trás, como em um abraço, e dizer para ela se acalmar é a melhor alternativa. Pode-se também colocar a criança num banho mais frio ou molhar sua cabeça e nuca com água fria, mas nunca bater”, destacou.

Não desespere!

A especialista alerta que, esta fase é normal e vivência-lá significa que a criança está tendo um desenvolvimento saudável e portanto tentar evitar o comportamento não é aconselhável. Colaboração e entendimento entre os pais é o mais recomendado para lidar com a situação.

“A impaciência, com tudo que a segue, como gritos, xingamentos, castigos e até punição física, é o mais comum e o mais inadequado, e que pode ser resolvido com uma boa parceria entre os pais”, afirmou.

Segundo os estudos da Antroposofia, não há motivos para preocupação nessa fase importante de qualquer ser-humano.

“Ajuda muito se os pais entendem um pouco de comunicação não violenta para não cair em julgamentos equivocados da criança numa fase que é tão normal”, garantiu a médica.

Fonte: Danielli Ferraz, clínica médica com formação ampliada em Antroposofia, especialista em cardiologia e medicina escolar há 19 anos, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (www.danielliferraz.com).

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