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Criança sem limite. Como colocar limites nos filhos? O que pode e o que não pode?

Desenvolvimento e Educação, Maternidade, Paternidade

Hoje conversaremos sobre um tema muito importante para o desenvolvimento dos pequenos, mas, também pode ser desafiador: Crianças sem limites – Como lidar com essa questão?

Olá papai e mamãe, tudo bem?

Colocar limites, assim como a auto expressão e o confronto, é uma maneira de ajudar a criança a modificar seu comportamento sem prejudicar sua autoestima. Consiste, essencialmente, em delimitar o terreno, para que a criança saiba onde está pisando ou, em outras palavras, possa discernir claramente o que é permitido e o que é proibido.

O tom de firmeza, ao fixar um limite, é essencial. Há pais que se perdem em justificativas, como se estivessem pedindo desculpas por terem de estabelecer limites. Quando hesitamos, fazemos mil rodeios, ficamos intimidados ou inseguros, os limites que estabelecemos não serão levados a sério, nem pelas crianças, nem por outros adultos. É necessário também que o limite seja enunciado de modo claro e conciso, sem dar margem a ambiguidades. Se, por exemplo, dizemos: “o chão do quarto não é para ser molhado / só pode respingar um pouco d’água”, qual a fronteira entre respingar e molhar? Ou se dissermos “não permito que você bata na sua irmãzinha / se estiver com muita raiva pode dar uns tapinhas de leve”, onde está a linha divisória entre bater e dar uns tapinhas?

 

Frequência e modo de colocar limites.

A frequência e o modo de colocar limites varia segundo uma série de fatores:

Em primeiro lugar, varia de acordo com a maneira de encarar a criança. Muitas vezes, colocamos os pequenos em um lugar de vítima, por exemplo: Um casal fala de sua dificuldade de impor limites às atitudes do filho de 10 anos, porque ‘coitadinho, foi tão doente até os cinco anos’;

Em segundo lugar, os limites variam de acordo com a época em que vivemos e com a idade dos filhos. Muitas atitudes que há vinte anos atrás era tabu, hoje não faz mais sentido, com a mudança de hábitos, valores e costumes. Da mesma forma é necessário sempre rever os limites que são colocados, para que se adequem à cada situação. Para uma criança pequena, o limite “não pode brincar com fósforos, é perigoso porque você pode se queimar”, é uma necessidade, mas deixa de sê-lo para uma criança maior. A consistência dos limites é importante, mas não deve ser confundida com rigidez.

Em terceiro lugar, os limites variam de pessoa para pessoa e também de acordo com a situação. Há pais que acham importante limitar o horário e selecionar os programas de televisão, enquanto para outros isso não é importante. Há pessoas mais tolerantes que outras e, dentro de nós mesmos, também há momentos ou períodos em que estamos com mais paciência e tolerância. Essas variações existem, independente de se caracterizarem em excesso de autoridade ou de permissividade.

 

Papai e mamãe tem que entrar num acordo sobre os limites

Há também que considerar o problema de concordância e consistência dos limites impostos pelo papai e pela mamãe. Algum grau de discordância é inevitável, uma vez que o pai e a mãe são pessoas diferentes, mas os limites básicos devem ser discutidos entre os dois para chegarem a um acordo de como vão manejar com a criança em determinadas situações. Do contrário, a criança fica exposta a mensagens contraditórias que a deixam confusa.

Os limites têm uma função de ensinar à criança o que é e o que não é permitido. Sobretudo, tem a função de dar proteção e segurança. A função protetora dos limites não se restringe apenas aos limites colocados com o objetivo de evitar situações de perigo ou risco como: “cuidado com a panela, o fogo está aceso!”, mas abrange algo bem mais amplo, tal como proteger a criança contra o excesso de sentimento de culpa ou remorso quando vê que na realidade atacou vocês, os machucou ou destruiu alguma coisa importante para vocês. Por isso, é necessário impedir os ataques físicos da criança, embora se possam reconhecer seus sentimentos: “sei que você está com muita raiva de mim, mas não vou deixar você me bater”. Quando a criança sente raiva ou ódio com muita intensidade, fica difícil, na maioria das vezes, se frear sozinha: precisa de ajuda no sentido de canalizar a expressão desses sentimentos de modo não destrutivo. E essa ajuda significa firmeza e a segurança de limites bem colocados.

Como é essa questão na casa de vocês? Têm dificuldade para colocar limites nos pequenos? Se sim, o que acha que é mais difícil? Me conta aqui nos comentários que vou adorar saber!

Aproveitando o início do ano, gostaria de agradecer a cada um de vocês, que acompanharam os textos, entraram em contato, seja através do Portal ou diretamente comigo.

Obrigada pela confiança no meu trabalho! É um prazer contribuir um pouquinho com a relação de vocês e seus pequenos!

Um excelente início de ano! Estou preparando muitas novidades para vocês e os pequenos, agora em 2019. Fiquem ligadinhos aqui, que logo, logo vocês saberão!

Um abraço.

 

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Amanda Ferraz-Portal Sem Choro

Amanda Ferraz, psicóloga infantil, graduada pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros – MG, especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Iseib de Belo Horizonte, Tutora EaD, Membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e Psicóloga da Rede Psicoterapias. Em BH atua na clínica com atendimento para crianças, adolescentes, além de orientar e ministra palestras e cursos para pais.

Contato: amandafoliveira1@gmail.com • +55 (31) 97553-1837

 

 

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