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Da dependência a autonomia da criança

Desenvolvimento e Educação, Maternidade, Paternidade, Saúde e Bem Estar

A autonomia da criança passa por várias etapas. O aconchego, acolhimento e afeto de um pequeno ser totalmente dependente é natural e necessário antes dessa autonomia chegar.

Olá, Papai e Mamãe! Tudo bem?

Muito se fala sobre autonomia, porém, antes de os pequenos se tornarem autônomos, seguros e confiantes das suas escolhas e responsabilidades, eles são/foram seres dependentes, e é importante que essa etapa ocorra de maneira satisfatória, pois quando chegar o momento de vocês “darem asas as suas crianças”, elas precisarão ter experimentado e vivenciado momentos de total dependência, e aconchego.

No primeiro ano de vida, o bebê é quase totalmente dependente dos adultos que o cercam, começando pela alimentação apropriada, proteção, cuidados com sua saúde e afeto. Os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Esta é a fase que você deve dar mais atenção e cuidado ao seu pequeno, deve ensiná-lo e instruí-lo a fazer pequenas atividades, narrar o dia a dia dele, desde bebê, até mesmo desde a gestação.

O que é a autonomia da criança?

Autonomia é a capacidade de um indivíduo racional de tomar uma decisão não forçada, baseada nas informações disponíveis. Na vida dos filhos, a autonomia depende da diminuição da dependência dos pais e tem como ganho uma maior segurança em relação as próprias capacidades. Para que a criança se torne autônoma ela necessita ser autorizada por seus pais a crescer e se desenvolver, o que nem sempre é fácil.

Vocês, pais, são a peça determinante na forma como seus pequenos irão avançar e se relacionar com os desafios de suas vidas e a autonomia é sem dúvida um destes desafios. Ela está diretamente ligada, por exemplo, à autoestima, pois uma criança autônoma se sente capaz, tenta resolver seus problemas, e desta forma aprende, é capaz de se relacionar, se comunicar com as outras pessoas e fazer escolhas.

O desenvolvimento da autonomia na infância permite a construção de uma personalidade saudável e possibilitará o desenvolvimento da capacidade de resolver conflitos ao longo da vida.

Muitas vezes, pensando fazer o melhor, as famílias colocam as necessidades dos filhos acima e a frente de tudo e, assim, criam crianças dependentes, inseguras, que não sabem o que querem, pois não estão acostumadas a escolher (afinal, seu desejo é uma ordem).

Uma criança com uma vida dependente fica impedida de crescer e tenderá, ao longo de sua vida, inclusive sua vida adulta, a estabelecer relações de dependência – primeiro, a dependência dos pais, que se transformará em dependência do marido e no trabalho, se configurará na incapacidade de tomar decisões e permanecer sempre recebendo ordens.

Para se desenvolver, os filhos devem ser estimulados a crescer e a aprender a fazer coisas que antes não conseguiam realizar sozinhos como, por exemplo, arrumar a cama, colocar o sapato, servir o próprio prato, cortar a própria carne. Além destas tarefas, crescer e se tornar autônomo exige que desenvolvamos a capacidade de tomar decisões, fazer escolhas e assumir as consequências destas escolhas.

Apenas uma criança autônoma aprende a fazer escolhas, avaliar os próprios desejos e sentimentos e traçar metas para alcançá-los. Junto com a autonomia, outras facetas da personalidade se desenvolvem, como a moralidade, e com ela os conceitos de certo e errado, pois a autonomia traz consigo responsabilidades e com elas vêm os limites.

A autonomia da criança é um processo gradual…

…que vai se desenvolvendo à medida que o seu filho realiza novas conquistas e adquire condições que contribuem pouco a pouco para que ele se torne independente. A ideia aqui não é “dar” autonomia a uma criança, mas sim, ensiná-la e deixar que ela tente resolver questões, situações e conflitos nos quais houve uma orientação prévia, para que se possa reforçar os conceitos educativos e valores morais ensinados anteriormente. Neste sentido, a escolha da criança não é autônoma, mas supervisionada por pais ou responsáveis.

Por isso, não se assuste: incentivar essa independência do seu pequeno é muito diferente de deixá-lo tomar decisões e fazer escolhas por conta própria. A ideia aqui é propor à criança situações que estimulem a busca ativa por soluções, e esse processo parte da extrema dependência, para a independência e autonomia.

E por aí? Como está o processo de autonomia com o seu pequeno?

Se você tiver alguma dúvida ou sugestão de tema para próximos textos deixe aqui nos comentários!

Um abraço e até mês que vem!

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Amanda Ferraz-Portal Sem Choro

Amanda Ferraz, psicóloga infantil, graduada pelas Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros – MG, especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Iseib de Belo Horizonte, Tutora EaD, Membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e Psicóloga da Rede Psicoterapias. Em BH atua na clínica com atendimento para crianças, adolescentes, além de orientar e ministra palestras e cursos para pais.

Contato: amandafoliveira1@gmail.com • +55 (31) 97553-1837

 

 

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